O Brasil inteiro está horrorizado com o brutal seqüestro, seguido de morte, ocorrido em Santo André, quando o irresponsável e inconseqüente Lindemberg assassinou a jovem Eloá, simplesmente porque ela não quis ser objeto dele. Não foi o único caso do gênero no Brasil, já que a imprensa noticiou três outros assassinatos, pelo mesmo motivo, em apenas uma semana. Sempre um animal irracional querendo fazer de um outro ser humano objeto seu, pelo desequilíbrio promovido pela terrível doença do ciúme. O que eu quero chamar atenção das pessoas, aqui, é para um detalhezinho muito interessante: Cadê a tal Comissão dos Direitos Humanos, com toda aquela sua bondade, para se fazer presente numa hora desta, ali ao lado da polícia, da imprensa e dos parentes, durante toda a semana de angústia das duas meninas, manifestando preocupação com os direitos humanos das garotas? A Eloá foi assassinada e a Nayara foi ferida de uma forma que, certamente, deixará alguma cicatriz em seu rosto, além de um trauma terrível que carregará para toda a vida. Pelo amor de Deus, cadê a tal Comissão dos Direitos Humanos? Não se registrou, um momento sequer, em que algum dos seus membros tivesse visitado os familiares das duas vítimas, que também têm direitos humanos, nem durante o período do seqüestro e nem no momento após a morte da menina. Vocês já imaginaram se os atiradores de elite da polícia tivessem alvejado e matado o bandido? Aí a coisa seria diferente. Com certeza eles apareceriam, morrendo de pena do coitadinho, protestando contra tudo e contra todos, chamando os policiais de violentos, recorrendo a organismos internacionais e talvez até pedindo as cabeças do comandante da Polícia Militar e do Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Estariam hoje nas páginas dos jornais e revistas, dando entrevistas para rádios e televisões com as suas bondades que só existem para proteger bandidos, praticantes dos crimes mais cruéis, covardes e hediondos. E já apareceu advogada, em absoluto descompromisso com a autêntica Justiça, querendo que o assassino responda ao processo em liberdade!!! É lamentável. Ninguém, em sã consciência, pode discordar da existência de organizações criadas para defender os direitos humanos. Muito pelo contrário, deve incentivar e até se oferecer, voluntariamente, para trabalhar junto; mas quando essas organizações agem, conforme o modelo brasileiro, apenas se fazendo presentes em defesa de criminosos e assassinos, como tradicionalmente tem acontecido, é algo que merece o nosso repúdio e o mais veemente protesto, pela inversão de valores e pelo seu elevado nível de incoerência, insensatez e hipocrisia. /ROGER LAPAN¨A CADA DIA QUE VIVO, MAIS ME CONVENÇO DE QUE O DESPERDÍCIO DA VIDA ESTÁ NO AMOR QUE NÃO DAMOS, NAS FORÇAS QUE NÃO USAMOS, NA PRUDÊNCIA EGOÍSTA QUE NADA ARRISCA, E QUE, ESQUIVANDO-SE DO SOFRIMENTO, PERDEMOS TAMBÉM A FELICIDADE ¨. ( REDAÇÃO rogerlapan@pop.com.br ) ( fone: 11 73519511 )
terça-feira, 21 de outubro de 2008
CADÊ A COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS ?
O Brasil inteiro está horrorizado com o brutal seqüestro, seguido de morte, ocorrido em Santo André, quando o irresponsável e inconseqüente Lindemberg assassinou a jovem Eloá, simplesmente porque ela não quis ser objeto dele. Não foi o único caso do gênero no Brasil, já que a imprensa noticiou três outros assassinatos, pelo mesmo motivo, em apenas uma semana. Sempre um animal irracional querendo fazer de um outro ser humano objeto seu, pelo desequilíbrio promovido pela terrível doença do ciúme. O que eu quero chamar atenção das pessoas, aqui, é para um detalhezinho muito interessante: Cadê a tal Comissão dos Direitos Humanos, com toda aquela sua bondade, para se fazer presente numa hora desta, ali ao lado da polícia, da imprensa e dos parentes, durante toda a semana de angústia das duas meninas, manifestando preocupação com os direitos humanos das garotas? A Eloá foi assassinada e a Nayara foi ferida de uma forma que, certamente, deixará alguma cicatriz em seu rosto, além de um trauma terrível que carregará para toda a vida. Pelo amor de Deus, cadê a tal Comissão dos Direitos Humanos? Não se registrou, um momento sequer, em que algum dos seus membros tivesse visitado os familiares das duas vítimas, que também têm direitos humanos, nem durante o período do seqüestro e nem no momento após a morte da menina. Vocês já imaginaram se os atiradores de elite da polícia tivessem alvejado e matado o bandido? Aí a coisa seria diferente. Com certeza eles apareceriam, morrendo de pena do coitadinho, protestando contra tudo e contra todos, chamando os policiais de violentos, recorrendo a organismos internacionais e talvez até pedindo as cabeças do comandante da Polícia Militar e do Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Estariam hoje nas páginas dos jornais e revistas, dando entrevistas para rádios e televisões com as suas bondades que só existem para proteger bandidos, praticantes dos crimes mais cruéis, covardes e hediondos. E já apareceu advogada, em absoluto descompromisso com a autêntica Justiça, querendo que o assassino responda ao processo em liberdade!!! É lamentável. Ninguém, em sã consciência, pode discordar da existência de organizações criadas para defender os direitos humanos. Muito pelo contrário, deve incentivar e até se oferecer, voluntariamente, para trabalhar junto; mas quando essas organizações agem, conforme o modelo brasileiro, apenas se fazendo presentes em defesa de criminosos e assassinos, como tradicionalmente tem acontecido, é algo que merece o nosso repúdio e o mais veemente protesto, pela inversão de valores e pelo seu elevado nível de incoerência, insensatez e hipocrisia. /ROGER LAPANA MAIS PURA VERDADE . . .
À medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30 anos. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na TV, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer... e geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um! Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos... Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê? "Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo! //www.supertextosO PODER DAS PALAVRAS !
Todos nós como seres humanos normais; E o que é ser um ser humano normal? Voltemos... Todos nós que “julgamo-nos” seres humanos normais temos algo que nos desestrutura e aterroriza, podendo muitas vezes ter este “escravizador” de nossa harmonia resumido a uma única palavra. Para alguns pode ser a palavra Solidão, esta que acredito ser de grande importância, principalmente para que contribua de maneira efetiva com nosso auto-conhecimento, porém, por tempo determinado. Ás vezes necessitamos ficar sós, mas ressalto! “Ás vezes”. O Para sempre, o eterno, como gostaríamos, fosse o amor, é tempo demais para se viver só... A palavra Medo trás consigo uma sobrecarga de fantasmas, pois com ela vem o “medo de que?” Morte, segredos, doenças, chegadas, partidas, começos e recomeços... A palavra Insatisfação cuja presença muitas vezes é constante, também é aterrorizadora, pois, geralmente quem a sente, além de ser possuído com enorme intensidade e de maneira dolorosa, não sabe realmente de onde vem, seja por falta de conhecimento ou incapacidade de admitir algo que está contribuindo com a complexa e temível palavra Infelicidade “talvez” a mais amedrontadora e presente de todas! Para mim a mais devastadora das palavras é Incerteza. Aquela promessa sem data para ser cumprida, aquele telefone que não toca, a pessoa que não aparece exatamente no local e modo de acordo com a minha expectativa, expectativa minha, portanto, sou eu quem devo cuidar dela. Como ser humano normal que me considero, perco o controle e é aí onde ela faz comigo oque as outras palavras podem fazer com qualquer um, basta estar vivo... Tira a paz, corrói a alma e tortura a mente. Precisamos aprender a trabalhar o nosso medo das palavras, a bem da verdade, precisamos nos colocar frente a elas e racionalizar o fato de que palavras, são palavras, o homem as criou para demonstrar sentimentos e não para auto-destruir-se, deu-lhes significados que só poderão atingir-nos, se assim o permitirmos. Encontre a sua palavra e apague-a de sua mente, sua vida e troque-a por fé e esperança... /Helena Martins Daniel PORQUE SABOTAMOS NOSSA FELICIDADE !
A felicidade está onde a colocamos e não onde a procuramos" Ultimamente tenho dedicado parte de meu tempo no estudo do tema felicidade, principalmente por observar o quanto essa pequena palavra pode significar para cada um de nós separadamente. Felicidade é um tema universal, é um estado de ser que todos nós, sem exceção, buscamos, mas poucos de nós conseguem contatá-la. Como é um estado de espírito, a felicidade está dentro, e não fora de nós. E por mais que busquemos a felicidade em coisas como um salário maior, um grande amor, ou qualquer coisa que não esteja dentro de nossos corações, não conseguiremos encontrá-la. Você já parou para se perguntar o que o torna feliz ou infeliz? Qual o verdadeiro significado da felicidade para você? Penso que felicidade é um estado que brota a partir do sentimento de liberdade e prazer. Penso ser impossível sentir-se feliz se não nos sentirmos livres. Mas certamente, aquilo que me faz feliz, pode não fazer sentido algum para você. Aceitar as diferenças é também uma forma de construção da felicidade. Muitas pessoas consideram a infância como uma época de grande felicidade, e vivem mais no passado, idealizando-o, e consequentemente negando a vida presente. Mas é agora, no momento presente, que devemos depositar todas as nossas energias na construção de uma vida mais plena e feliz. O passado existe apenas em nossas memórias, a não ser em casos especiais, onde alguns traumas não resolvidos ainda gritam com força nos impedindo a felicidade. Todos nós queremos que nossas vidas sejam mais do que a luta pela sobrevivência. Todos nós sentimos amor, temos vida, sonhos e fantasias em nossos corações, e na maioria das vezes não damos vazão a esses maravilhosos sentimentos. Mas afinal, por que deixamos que nosso amor e alegria desapareçam, se sonhamos diariamente com a felicidade, e procuramos por todo o tempo o amor? Por que sabotamos nossa felicidade? Por que temos tanto medo da liberdade e do prazer? Por que anestesiamos nossos sentimentos, nossas sensações corporais? Na realidade, enquanto estivermos anestesiados, não conseguiremos nenhum sucesso em nossa busca, pois quando o prazer está ausente de nossas vidas, quando perdemos a sensação de prazer, a felicidade é apenas uma ilusão. Acredito que precisamos urgentemente resgatar algo muito primitivo de dentro de nós. Uma certa liberdade e prazer que deixamos lá atrás, nas mãos de nossos ancestrais. Algo natural e humano, até mesmo um pouco selvagem, não domesticado, que está impresso em nossa memória celular. Lentamente nossos sentimentos foram calados, humilhados, silenciados, enfraquecidos, e pior, acreditamos em toda história que nos contaram! Somos, na maioria, filhos de pais autoritários, frutos de uma sociedade autoritária, onde a expressão de nossos sentimentos e de nosso prazer foi brutalmente amordaçada. E enquanto nos sentirmos prisioneiros desses padrões, não poderemos trilhar absolutamente o caminho em direção à plenitude de ser. Estamos todos atolados no medo. Receamos nos aventurar, criar, gostar de alguém; temos medo de nossas próprias atitudes, especialmente aquelas que brotam espontaneamente, da pulsação de nossos corpos. Temos vergonha de amar, de cantar, assobiar, de rir sozinhos, de abraçar, beijar, de sentir prazer! Nos tornamos áridos, secos, mordazes, inteligentes demais. Mas a boa notícia é que o mesmo remédio que mata é o que cura; todos nós trazemos em nossa psique a possibilidade de irrigação, fertilização e auto cura. Perceba-se em seu dia a dia. Comece observando cada atitude que o leve na direção oposta à felicidade. Observe atentamente o predador que traz dentro de você. Como se estivesse em um quarto escuro com uma serpente, observe atentamente, sem descanso. Olhe-o de frente, bem dentro de seus olhos. Mas cuidado, não subestime-o, pois ele é poderoso. Esse predador nasceu de vozes muito convincentes, na maioria das vezes destrutivas, que tentaram fazer você acreditar que não é bom o suficiente. Engane-o, finja obedecê-lo, tratá-lo com carinho, e crie inteligentemente uma grande armadilha para aprisioná-lo, e tranque-o. Guarde as chaves com você, nunca as dê para outra pessoa. Somente quando você tiver coragem suficiente para aprisionar esse carcereiro, poderá seguir em direção à tua liberdade, ao prazer, e consequentemente à tua tão sonhada felicidade. /HELENA MARTINS DANIEL segunda-feira, 20 de outubro de 2008
CASO ELOÁ, O TIRO QUE NÃO VEIO !
No seqüestro que resultou no assassinato da jovem Eloá, entre as diversas falhas ocorridas no gerenciamento da crise pelas polícias, destaco a falta de uma ação decisiva por um franco-atirador. O tiro de precisão com fuzil resolve grande parte dos seqüestros no mundo todo e o GOE possui atiradores excelentes e equipamentos de alto nível de desempenho.Bastava atraírem o seqüestrador para uma exposição calculada para eliminá-lo com um único disparo. Para os leigos no tiro de precisão, podemos informar:- Um simples fuzil de ferrolho em calibres 7 mm ou 7,62 mm nas mãos de um recruta pouco treinado pode agrupar num alvo 5 disparos a 200 metros dentro de uma área de 40 X 40 cm (medida aproximada de um tórax humano). Isso, usando-se apenas a alça de mira padrão do fuzil, sem o uso de miras telescópicas. Atingindo o alvo com grande impacto e transfixando quase sem desviar-se o projétil, objetos não metálicos de pouca espessura.As distâncias que existiam na cena do seqüestro, das janelas dos apartamentos ao lado, eram entre 20 e 50 metros. Nessas distâncias, é possível grupar-se tiros numa área de 10 X 10 cm, sem miras telescópicas. Com o uso dessas é possível, por exemplo, furar-se uma moeda de 1 real a dezenas de metros.O que houve, então? A meu ver, falta de comando, pelo medo de repetir-se a tragédia da família Caringe em São Paulo, da qual muitos se lembram, em que o franco atirador PM matou a refém Adriana no disparo. Falta de confiança no preparo e capacidade de seus subordinados.A manipulação que pode ser gerada sobre essa falha, entre outras, é a desse governo petista cooptar e subornar os sobreviventes do seqüestro, fazendo com que eles emitam declarações forjadas contra as polícias com o objetivo ideológico de voltarem a opinião pública contra elas. O que é compreensível até, afinal, bandido não gosta de polícia mesmo. / www.brasilwiki.comANJOS VOLUNTÁRIOS RECEBEM APOIO DA EMPRESA TOTAL ALIMENTOS !
Em comemoração aos 40 anos de ininterruptas ativividades exercidas pelo Complexo Hospitalar Tide Setubal, com sua competente equipe de Médicos, Enfermeiros e seus Voluntários com o merecido nome de “ Anjos Voluntários “. E no comando desta equipe maravilhosa o laureado médico DR. Mário João Salviato que ao longo destes anos vem se dedicando as boas causas da Saúde em nosso Bairro e em Nossa Cidade. Neste momento que nosso querido Bairro completa 386 anos, a equipe dos Anjos Voluntários vem participar do desfile cívico de São Miguel Paulista. Para tanto a Equipe dos Anjos Voluntários contaram com o apoio da Empresa TOTAL ALIMENTOS líder no segmento de alimentos para animais com destaque para cães e gatos. A empresa tem como slogan, Ética, Meio Ambiente e Compromisso Social nos explica seu representante Marcelo Perciani Latorre e seu Gerente o Sr. Júnior responsáveis pela divisão Max da Empresa.
CONHECENDO MELHOR A EMPRESA TOTAL ALIMENTOS
A TOTAL ALIMENTOS SEMPRE TEVE COMO CUIDADO PRINCIPAL A QUALIDADE E EXCELENCIA EM SEUS PRODUTOS, SEGUE TODOS OS NORMATIVOS TECNICOS, EXPORTA PARA OS QUATRO CANTOS DO MUNDO, É A PRIMEIRA EMPRESA DO BRASIL A CONQUISTAR O SELO “PIQ PET”, EMITIDO PELOS ORGÃOS GOVERNAMENTAIS, DESTA FORMA GARANTE A QUALIDADE E CONFIABILIDADE DO QUE PRODUZ, RESPEITANDO SEMPRE TODOS OS REQUISITOS EXIGIDOS OU NÃO POR LEI, ESTANDO SEMPRE UM PASSO A FRENTE, BUSCANDO CONDIÇÕES ESPECIAIS BEM COMO MELHOR GARANTIA DE SEUS PRODUTOS A EMPRESA OSTENTA COM ORGULHO UMA SUPER LOGISTICA, PERMITINDO QUE SUA PRODUÇÃO CHEGUE AOS CLIENTES DIRETAMENTE DA FÁBRICA, OFERECENDO MELHORES CONDIÇÕES DE PREÇO E QUALIDADE AO CONSUMIDOR FINAL. A FÁBRICA ESTABELECIDADA NA CIDADE DE TRES CORAÇÕES, MG, CONTA COM A MAIS ALTA TECNOLOGIA DISPONÍVEL NO MUNDO, TRABALHANDO SOMENTE COM MATÉRIA PRIMA DE QUALIDADE ALÉM DE INOVAR SEMPRE. ATRAVÉS DE SEU PROPRIETÁRIO E FUNDADOR DR ANTONIO TEIXEIRA MIRANDA E DE ACORDO COM O QUE A EMPRESA PREGA, OU SEJA, COMPROMISSO SOCIAL, ESSA É MAIS UMA DAS MUITAS ATIVIDADES QUE ORGULHOSAMENTE A TOTAL PRESTA ÀS COMUNIDADE EM TODO O BRASIL. /MARCELO LATORRE REPRESENTANTE.


domingo, 19 de outubro de 2008
QUEM SE LEMBRA ? A IPIRANGA E A AV. SÃO JOÃO !
Caetano Veloso, em sua música “Sampa”, imortalizou esse cruzamento na cidade de São Paulo. Mas não foi à toa. De fato, quando se vive São Paulo de verdade, e se trabalha ou mora lá por perto como foi o meu caso, esse cruzamento que passa despercebido de tanto a gente cruzar, é um marco de referência até social e cultural. Funciona, mais ou menos, como “o lado de lá” da Ipiranga, ou “o lado de cá” da São João. E nesses quadrantes se encaixam, ou ao menos se encaixavam quando eu por lá trabalhava, tudo de bom e de ruim para todas as classes sociais de “A” a “E”. Anda-se de carro só pelas avenidas. No mais, embora seja possível, o bom é andar a pé e descobrir coisas muito interessantes. Bem na esquina da Ipiranga com a São João fica o Bar Brahma. É um bar chiquérrimo. Cauby Peixoto canta ali todas as terças-feiras. Já na quadra seguinte fica a Praça da República. No final dos anos 60 era ali, na praça, que os hippies se reuniam para vender seus artesanatos que produziam durante a semana. Eram coisas muito legais, interessantes mesmo. Aí alguns pintores começaram a expor suas obras e ao mesmo tempo que vendiam pintavam, de forma que a coisa ficava dinâmica. Logo ao lado o artista com um bloco grande de papel e um bom lápis fazia sua caricatura em poucos minutos e por pouco dinheiro. Tinha de tudo o que se pudesse imaginar de artesanatos em couro e tudo original. Depois, como sempre, a coisa desanda e, na última vez que estive lá, a coisa estava tão desvirtuada que até coelho de pelúcia produzido na China tinha lá pra vender. Fiquei magoado. Era uma delícia ir domingo de manhã na Praça da República. Era chique/cultural. Hoje é um programão de índio. Àquela época havia grandes cinemas com preços baixos. Depois é que os shoppings inventaram de fazer pequenos cinemas a preços extorsivos. Então, do lado de cá da São João, do lado da Pça. da República, passavam os filmes “bons” e os grandes lançamentos. Havia dois cinemas enormes, para mais de 1.000 pessoas. Hoje o Macedão ou o R.R. Soares já devem ter comprado pra fazer igreja. Já do lado de lá da Av. São João passavam os filmes “ruins”. Ruins queria dizer as pornochanchadas. As pornochanchadas eram produções brasileiras onde havia umas duas ou três cenas de nudez gratuita. Mas no meio desses cinemas “ruins”, tinha um bom. Bem na esquina da Ipiranga com a Av. Rio Branco. Era o Cine Windsor. Só passava filmes bons e muito bons. Mas era 1976 e a gente vivia numa censura das brabas. Me lembro que no filme “Laranja Mecânica” a censura mandou tapar as genitálias com uma bolinha preta. Então ficava hilariante. Aliás toda a censura, se não fosse terrível, seria sempre uma comédia. Eis que surge no Brasil um filme tido como uma obra de arte. Era “O Império dos Sentidos” dirigido por Nagisa Oshima, um consagrado diretor do cinema japonês e mundial. Trata-se de uma produção Franco/Japonesa, onde uma prostituta começa com algumas gracinhas com seu patrão, na casa onde trabalhava, e dali a coisa vira uma paixão louca e fora de controle, até o final onde ela corta o bilau dele (a obra merecia um resumo mais cultural. Me desculpem). O filme é de fato muito bom. Mas tinha o “defeito”, à época , de ser realista demais. Não era pornográfico. Mas não insinuava. Mostrava como era mesmo. Então se via genitália o tempo todo. Numa das cenas ele enfia um ovo cozido lá, e aí ela brinca de botar o ovo e ele come, etc. Eram todas as cenas mostradas com o devido realismo. Como a gente só via nudez de “pequeno porte”, aquilo virou uma farofa. Para começar esse filme era uma chatice por ser em japonês e porque os dois ficavam no quarto o tempo todo. Mas a crítica mundial o aclamou como uma das maiores obras de arte já vistas no cinema, de forma que não ficava bem não ir assistir ao “O Império dos Sentidos”. Como a cultura muda as coisas. De um lado o povo “cult”, querendo ver a obra de arte, e de outro um monte de gente que não sabia nem quem era o japonês, querendo ver todo mundo pelado e fazendo farra sexual ao vivo, sem cortes. Sabem o que aconteceu? Todos os “cults” viram e os outros, digamos assim, continuaram a ver. Eu acho que “O Império dos Sentidos” ficou em cartaz por dois ou mais anos. E aí, pobre Cine Windsor, virou cinema de pornografia e vive disso até hoje, com travestis em busca de programas rondando pela sala. Mas, por outro lado, já estava na área. Bastava atravessar a rua em direção à Rua Aurora e já se encontravam as casas de streap-teases. Vendo os filmes pornôs de hoje, como éramos pudicos... A gente comprava ingresso (tudo era muito barato àquela época) para o Teatro Santana. Daí tinha um showzinho de humor barato e baixo nível que durava una 15 minutos e depois as moças entravam, uma a uma, ensaiadas, passeavam suas coreografias pelo palco, as roupas iam caindo, daí tirava a parte de cima, e depois a de baixo, aí mostravam a xoxota pra gente, acabava a música e elas saíam. E aí entrava a outra. Tinha outros teatros do gênero, mas o Santana era o famoso. Assim que virávamos a esquina a realidade mudava. Mais uma quadra e já estávamos no “lado de lá” da Av. Ipiranga. Ali a coisa era mais séria. Tinha bons cinemas e lá ficava, como deve estar lá até hoje, o famosérrimo “Filé do Moraes” e seu filet mignon alho e óleo. Com salada de agrião. O restaurante era um lixo, sujo e sem cuidado, mas o filet era “dos deuses” e custava, como ainda custa, uma fortuna. Já do “lado de cá” da Av. Ipiranga, era a refestelança dos pobres. Ali tinha de tudo para se comer na rua, inclusive o churrasquinho grego, coisa mais saborosa do mundo, que ninguém sabe como se faz e é bom continuar sem saber. Do outro lado da rua tem o Rei do Mate e um monte de chinês fritando pastel. É uma pastelaria do lado da outra. Todas ruins, todas sujas, e todas lotadas. Se a gente fizer um raio de 500 metros a partir do cruzamento da Av. Ipiranga e Av. São João, acha-se das mais refinadas joalherias do mundo, hotéis de 5, 4, 3 e 2 estrelas, a Praça da República, o baixo meretrício da Rua Aurora e a “cracolândia”, o reduto gay na Rua Rêgo Freitas, etc. O melhor bolinho de bacalhau do Brasil, até a antes chiquérrima Av. São Luiz e o Edifício Copon projetado por Oscar Niemeyer. E se continuar a andar e fuçar em todas as galerias e ruazinhas, com certeza vai ter uma surpresa atrás da outra, como as ruas Barão de Itapetininga e a Sete de Abril. Esse cruzamento cria quatro bandas. Cada banda tem seus detalhes, suas realidades e seus encantos. Era do tempo que os mais ricos conviviam em paz com os mais pobres, cada um no seu canto. Mas um dia os ricos foram embora e acabou-se o charme maior, que era justamente esse “saber viver junto”. Mas os novos ricos, do dinheiro fácil e estupidez aguda, junto com a máfia chinesa, estragaram o reduto. Ainda diverte-se por lá, dizem alguns amigos, mas o explendor dos constrastes brutais já se foi. Quem viu, viu. Quem não viu... /Zé Caparicasábado, 18 de outubro de 2008
A ARTE DE DIZER " NÃO ! "
Certas coisas deveriam ser óbvias mas são de difícil assimilação. Por exemplo: por que somos obrigados a gostar de alguém ou das pessoas em geral? Por que as pessoas têm que gostar da gente? Por que temos que ser sempre simpáticos e agradáveis? Por que temos dificuldade em discordar das pessoas? Por que temos que respeitar a opinião dos outros? Por que o outro tem que respeitar a nossa opinião? Por que devemos rir de piadas que não entendemos ou que entendemos e não achamos graça alguma? Por que nos enfiam na cabeça essa cultura? Enfim, por que temos tanta dificuldade em dizer “não” ou ouvir um “não”? E por que temos que dizer “não”? Ok. Temos que ser sociáveis na medida que vivemos em sociedade. É mais fácil sorrir para o outro achar que está tudo bem, senão ele vem perguntar e a gente tem que explicar. Também não custa nada dar uma ajudazinha já que você está ali mesmo e a pessoa está em dificuldades. Concordar rápido com alguém, principalmente dizendo que a pessoa está coberta de razão, faz com que ela pare de falar tantas asneiras e argumentar imbecilidades. E também, pensando bem, podemos não rir da piada mas do fato do ridículo não saber nem contar uma piada. No final ele vai achar que é da piada e, antes que comece a contar a próxima, podemos arranjar um compromisso urgente, nem que seja uma tremenda diarréia. Todavia, fora esse besteirol da vida cotidiana, há horas que precisamos mesmo dizer “não” e parece que tem uma coisa que impede. Parece que engasgamos. Por que temos que ir tomar um choppinho amigo com o amigo do outro se você nem gosta de chopp e muito menos daquela batata frita murcha que ele costuma pedir? Só porque ele vai insistir? Ora, insista que você não quer ir. Tubo bem: comece dizendo que não pode, depois que tem um outro compromisso e depois, se o chato insistir diga não quer ir e fim. Afinal você já tinha dado uma negativa. Ele que insistiu para ouvir a frase pior. As pessoas que dizem “não” firmemente, olhando nos olhos do pedinte, costumam ser mais respeitadas. Mostram mais liberdade de ação e, como são minoria, impõem respeito. O princípio que deve ser usado é o da liberdade. Não vou, não faço, não falo, não dou, não empresto porque eu não quero. É ridículo, de certa forma, toda hora dizer que não posso. Que tipo de limitado serei eu que não posso ir, não posso fazer, não posso falar, não posso dar, não posso emprestar? Se tiver um dom para a ironia pode tentar um “porque deveria?”. A questão não passa pelo campo da solidariedade. Eu costumo dizer que amigo de verdade não é aquele que te empresta dinheiro quando você pede, mas aquele que vê a sua necessidade, te oferece o dinheiro necessário e nunca te cobra. Aí é que você descobre quão poucos amigos você tem. Porque, via de regra, amigo que empresta dinheiro só o faz porque tem sobrando e se você não pagar é até melhor porque nunca mais vai lá pedir de novo. É um chato a menos. Fica até barato.Mas há pessoas que nos pedem emprestado mais que dinheiro. Pedem o nosso nome, o nosso crédito, a nossa credibilidade. Têm o nome sujo no SPC ou SERASA e então pedem que compremos para pagar as prestações. Ou pedem um cheque para dar em caução. Ou querem aproveitar aquela oferta em 10 vezes sem juros no cartão, mas não têm cartão de crédito, e então pedem para usar o seu. Minha empregada vive se ferrando com essas coisas. Trabalha como diarista em diversas casas e não tem nem comprovação de renda, mas tem um nome limpo e honrado, paga tudo o que deve pontualmente e ainda não consegue negar quando lhe pedem para comprar em seu nome. Depois, por mais de uma vez que eu saiba, teve que pagar a conta da outra e ficar praguejando de raiva. Depois aparece outro com aquela conversa mole e ela acaba cedendo de novo. A lógica é simples. Não se empresta dinheiro porque é seu e para seu uso. Quando achar que deve emprestar a alguém vá lá e ofereça. Aos que te pedem diga “não”. Não se empresta carro porque é um bem de alto valor e, mesmo que a pessoa dirija bem, alguém pode bater no carro, ele pode ser roubado, etc e tudo. Não se empresta crédito porque se a pessoa tem o nome sujo é porque é mal pagador. Se não teve cuidado com o nome dele por que haveria de ter com o seu que nem é parente? O banco é o melhor conselheiro. Quando um banco não quer emprestar dinheiro a uma pessoa não empreste porque é fria. Banco vive disso e conhece de longe, pela prática de anos a fio, quem paga e quem não paga, ou, sendo mais diplomata, quem acha que poderá pagar mas não terá condições reais e acabará falhando. Certa vez vi uma pessoa pedindo dinheiro a outra que ficou meia hora explicando as razões que não podia, porque não tinha, etc e tal, quando podia logo dizer que não e fim. Era para comprar uma bobagem e ficou muito aborrecida com a negativa. Poucos dias depois fui à casa da pessoa e vi que nem leite para a filha dela ela tinha. Sem dizer nada fui ao supermercado, comprei uma caixa de leite e levei para a pessoa que ficou muito grata, etc. Estava numa situação de dividir um miojo para dois filhos e ainda ia pedir dinheiro para a outra para comprar futilidades. Sorte dela que não veio pedir dinheiro a mim ou ouviria um sermão enooooorme. Se seu chefe lhe pedir para fazer hora extra em cima da hora e você não puder, diga “não” ao chefe e não à outra pessoa com quem você tinha um compromisso agendado antes. Emprego não é escravidão. Se tivesse combinado antes, ou se você estiver à disposição e com vontade de ganhar um dinheiro a mais, diga “sim” porque é bom pra você. Mas não é justo ser constrangido a aceitar uma coisa que não estava combinado e que você não está com vontade ou disposição de fazer. Tenha certeza que não será despedido por isso se disser com firmeza e educação. Se for servil será explorado para sempre. As pessoas que dizem “sim” ou “não” porque querem e estão convencidas que querem ajudar o outro, ou fazer companhia, ou o que seja, agem dentro do bom senso. Aqueles que se obrigam a fazer porque fica chato dizer “não” na verdade não se respeitam. E isso é uma grande besteira. Se alguém só for seu “amigo” se você nunca disser “não”, melhor não ter esse amigo. Amigos assim são plenamente dispensáveis. Aliás, quanto mais longe melhor. /Zé Caparica
MESTRES INESQUECÍVEIS !
Deus, em sua magnânima sabedoria, inventou a criança com apenas três funções em funcionamento: berrar, comer e ‘fazer cocô’. Berrar já vem ajustado no máximo da precisão. Tá com fome? Berra! Tá com sono? Berra! Acabou o sono? Berra! Cagou? Berra! Tá com tédio? Berra! Quer berrar? Berra! Ou a gente ensina essas crianças ou vão berrar a vida inteira. Como de fato berram mesmo, só que depois de grandes berram gemendo, fazendo biquinhos, emburrando, virando a bunda, reclamando, e esticando as vogais. Aaaaaaahhh... Nããããããããooo!!! Não queeeero... Iiiiiiiiihhh... Creeeeedo! O humano não tem nada de imbecil ao nascer. Vai ficando dependendo de onde é criado e por quem é treinado. Como qualquer animalzinho, ama e se apega a quem lhe der comida e conforto e em seguida a quem lhe ensina as coisas. Minha mãe nunca foi de ficar rolando no chão com os filhos. Éramos seis. Mas ela contava estórias longas, de livros bons de Monteiro Lobato, e a gente que não sabia ler direito (acho que nem esquerdo), ficávamos fascinados com as aventuras que minha mãe narrava. Logo que aprendi a ler a primeira coisa que fui fazer foi ir lá conferir se minha mãe contava a história inteira ou pulava umas partes. Já tinha contado dezenas, repetido todas várias vezes, eu até sabia todas de cor. Quem me ensinou a ler foi a dona Diva. Desde que me tornei cronista, em 1982, todo dia 15 de outubro, Dia do Professor, sempre fiz uma homenagem a ela. E todos os anos ela se emocionava. Até que um dia morreu. Mas eu continuo homenageando. Dona Diva foi a pessoa que abriu o mundo para mim. Me deu a chave para qualquer biblioteca: a capacidade de ler E ENTENDER o que leu. Não só saber que 2+2=4, mas principalmente Dona Diva me ensinou POR QUÊ 2+2=4. Você sabe por quê 2+2=4? Eu tive um professor de Francês que dizia que aí morava a diferença entre o sujeito de boa memória e um inteligente. A memória facilitava um a responder com rapidez. Afinal ele apenas decorara. O outro sabia explicar que ao se juntar duas unidades de qualquer coisa a outras duas unidades, ao fazer a recontagem o resultado seria 4 unidades e é essa a razão de 2+2 ser igual a 4. O único defeito da Dona Diva talvez tenha sido me ensinar demais, talvez estimulada por uma vertiginosa vontade de aprender que eu tinha na época. Daí, quando fui para a escola regular já sabia tudo o que ensinavam por lá, queria aprender outras coisas, não ensinavam, e aí eu não perdi a vontade de aprender e saber as coisas, mas perdi totalmente o interesse em ir para a escola. Escola para mim, infelizmente, infelizmente mesmo, nunca foi um lugar de aprender coisas. Sempre foi um lugar de tirar certificados. E isso sempre me irritou. Então aprendi sozinho e com a ajuda de outros mestres avulsos. O Ismael foi um professor de Química que me fez entender que a Química se prova mas se vê pouco. Tem que ter fé. Aprendi um monte de coisinhas úteis sobre Química. Eu tenho uma irmã que é química. A cada vez que ela lê relatórios numéricos tramados por computadores, cheio de gráficos estranhos, olha, entende tudo e comenta: “Acho que descobri uma nova substância!”, eu me lembro das palavras do mestre Ismael. Como alguém pode descobrir uma substância olhando números? Com certeza alguém a ensinou. Outro mestre de curta duração mas que nunca esquecerei é o professor Hare Krishna (óia o nome), que me disse a frase “em Física tudo se prova e se vê”, principalmente em cinemática, que é a movimentação dos corpos. Esse mestre tinha a rara capacidade de, ao explicar, fazer com que víssemos mesmo como o processo ocorria. De fato, saber matéria não habilita ninguém a ser professor. Um professor precisa saber a matéria, que é o mínimo que se espera, mas precisa saber didática, saber ensinar, saber ver se o aluno aprendeu ou não. Salvo em casos de demência, quando um aluno não aprende a culpa é de quem não soube ensinar. Se bem que eu não sei raiz quadrada até hoje e o que não faltou foi professores interessados em me ensinar. Vai ver que, para raiz quadrada, eu sou mesmo um demente. Não posso deixar de citar mestre Dejalma. Dejalma foi um professor de Português com forte sotaque interiorano e de uma simplicidade que nunca combinou aparentemente com sua cultura e saber. Nóis fala cheio de erro no interior, porque é nosso jeito de falá. Principalmente economizamos “S” a dar com pau. Também não terminamos as palavras. Cidade, por exemplo, vira “CIDAd...”. Quase nem o último “d” colocamos pra fora. Mas Dejalma falava no nosso cantar sem errar nadinha. Era um português culto cantado num caipira delicioso. Dejalma também tinha a capacidade de explicar o porquê das coisas e isso ajuda muito. Outro mestre de Português que tive foi o professor Joãozinho Galassi, que sempre mentiu saber mais de 100.000 palavras, mas sabia mais de 50.000 o que já é um prodígio. João Galassi era mestre em explicar a origem das palavras, de tal forma que palavra que se aprende com Galassi raramente esquecemos. Ele que me ensinou o maior palíndromo que existe na língua portuguesa. Caso não inventaram um maior é: “SOCORRAM- ME. SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS”. Palíndromo é uma frase ou palavra que se pode ler de trás pra frente e de frente pra trás que dá na mesma. Nesse Dia do Professor, quero cumprimentar todos os professores sérios e profissionais de verdade, que dedicaram suas vidas a transmitir saber. Quero rogar, com sinceridade, para que o Ministério da Educação recicle e mande de volta para a escola os pobres professores que até se esforçam mas não sabem a matéria que ensinam porque não aprenderam. A lógica de que quem sabe, sabe, e quem não sabe dá aulas, tem que acabar. Até o trocadilho é porco. Quero bendizer as professoras nordestinas, que em alguns grotões caminham quilômetros para improvisar uma escola debaixo de uma árvore, com uma lousinha pregada no tronco e poucos tocos de giz, mas ensinam seus alunos dentro até do impossível, para ganhar um salário mínimo no final do mês. Podem fazer a conta que quiserem. A grandeza de um país se mede pela qualidade e pelo salário de seus professores. E nesse quesito o Brasil ainda pode chegar lá. Até creio de verdade que vai chegar. Mas está longe, muito longe, falta muito, vai levar tempo. E finalmente o meu repúdio às escolas particulares que destruíram o ensino público tirando de lá os bons professores, dando a eles até cinco vezes ou mais o que ganhavam em salários, mas depois foram substituindo-os por outros mais baratos e baixando o nível do ensino. Hoje, com as devidas mas raras exceções, estudar em escola pública ou particular só muda a paisagem. O conteúdo continua uma merda. A rede particular de ensino está despejando analfabetos no mercado quase na mesma proporção que as escolas públicas. E, fora questões mercantilistas e de oportunidades pouco honestas, não há nada no mundo que justifique uma coisa dessas. Só peço aos tantos outros mestres que tive, cuja deficiência de memória me fizeram esquecer, que me perdoem. Cada um sabe o bem que me fez e eu vou lembrando a cada caso. O duro é lembrar de todos no espaço de tempo que eu tenho para escrever essa crônica. Minha sincera reverência a todos vocês. /Zé CaparicaDINHEIRO E DELÍRIO !
Há coisas que povoam a mente dos humanos em qualquer parte do mundo. Uma delas é ganhar na loteria e ficar podre de rico de uma hora para outra. Se o Estado não promover tal jogo, outros o farão. Aliás, sempre que o Estado não funciona, entra alguém paralelamente para fazer funcionar. Vou dar dois exemplos. O SUS deveria ser a falência dos planos de saúde privados. Afinal deveria ser um “Sistema Único de Saúde”, ter qualidade e atender de forma igual o pobre, o médio e o rico também. No Canadá e em outros países é assim. Não há empresas de saúde privada. Todos vão para o mesmo hospital serem tratados de forma igual. Mas o Brasil trata as pessoas feito animais, ou pior que isso, e então para se garantir uma coisinha mais decente gastamos nosso dinheiro com planos de saúde. Depois o governo vai e cobra imposto do plano de saúde e fatura o dele em cima também. A mesma coisa se dá com a educação. Nos países desenvolvidos os governos gastam tudo o que podem com a formação básica do indivíduo, ou seja, até o 2º Grau. Depois cada um que pague sua faculdade. Afinal faculdade é profissão. Cada um escolha a sua e pague para aprender. Nesse caso, nos países desenvolvidos, há empresas de poupança dedicada a isso na qual se poupa para a faculdade do filho desde o nascimento. Assim, quando chegar a hora, terá dinheiro para fazer qualquer curso. No Brasil o governo optou por enfiar quase 80% das verbas da Educação nas Universidades, de forma que pouco sobra para o ensino básico. Daí vêm as escolas particulares e ocupam o espaço, dão boas aulas, cobram mensalidades altas, preparam o aluno para estudar de graça na Universidade, e depois o governo vai lá, cobra impostos das escolas e fatura em cima também. Até tenho um exemplo extra. Onde já se viu ter tantas empresas de segurança privada? Para que temos polícia então? E o governo ainda autoriza o uso de armas de fogo. Colocam aqueles despreparados mal pagos para vigiarem bancos, etc. Isso não existe. Não faz sentido uma família pagar vigia para sua casa. O governo precisa vigiar a cidade inteira e não dar espaço para os bandidos. E assim aconteceu o contrário com o Jogo do Bicho. Para se promover a visita ao Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, no início do século passado, inventou-se uma loteria rústica, onde a pessoa apostava a quantia que quisesse num dos 25 bichos determinados. Cada bicho correspondia a 4 números, o que dava um total de 100 números. Assim o Avestruz garantia os números 01, 02, 03 e 04, a Águia o 05, 06 07 e 08, etc, até a Vaca que finalizava com o 97, 98, 99 e 00. Quem apostasse na Vaca, e desse um dos 4 números, levava 18 vezes o valor apostado. Apostavam quanto queriam ou podiam, e até o que não podiam. Jogo é jogo, vicia e faz mal. É uma doença muito grave em alguns casos. Mas faz parte da vida. No Brasil as pessoas ou o governo acham que ao se proibir se resolve o problema. Não resolve. Os cassinos foram proibidos, mas há cassinos clandestinos aos milhares no Brasil, com roleta, carteado e o que for necessário. Da mesma forma, como não havia controle sobre o jogo do bicho, que ao fazer sucesso no Rio de Janeiro se espalhou para todos os cantos do Brasil, resolveu-se proibir. Coisas do ex-presidente Jânio Quadros. Ele foi o proibidor mor do Brasil. Tudo o que ele proibiu continua proibido mas, ao mesmo tempo, continua funcionando. É o caso da briga-de-galo. Então, para suprir a “falta” do jogo do bicho criou-se a Loteria Federal em 1962, dada para ser administrada pela Caixa Econômica Federal, que tem o monopólio do jogo legal no Brasil, ou seja, as loterias. Era só a Loteria Federal, mas em 1970 criou-se a Loteria Esportiva, onde a finalidade era acertar quem venceria 13 jogos de futebol propostos, ou se daria empate. Ganhar na “Esportiva” virou fanatismo e sonho de liberdade e riqueza. Quando ninguém acertava os 13 pontos acumulava, etc. Ora, vejamos: Além da Loteria Federal e da Esportiva, que hoje tem o nome de Loteca e algumas regras diferentes, a Caixa já inventou mais seis loterias para o brasileiro gastar dinheiro em jogo. Fora essas duas ainda há a Mega Sena, a Quina, a Lotofácil, a Lotomania, a Dupla Sena e a Instantânea. A CEF administra oito maneiras do brasileiro jogar dinheiro fora, torcer para ganhar mas as chances são sempre ridículas, e o governo fatura uma montanha de dinheiro. O Jogo do Bicho era mais santo e puro. Saibam os senhores que o cidadão brasileiro compromete uma parte tão significativa de seu orçamento em loterias, que o valor das apostas é computado no cálculo da inflação, como os gêneros alimentícios, por exemplo. Uma parte menor é destinada aos prêmios, uma parte razoável é destinada a ações socias do governo, e um tanto bom fica para a CEF cobrir seus custos. Imagine a quantidade de casas lotéricas, mais a rede de computadores, etc. É muita grana. Loteria sempre empregou muita gente. Desde a época em que o Jogo do Bicho reinava sozinho, tinha os apontadores, que anotavam as apostas e davam o dinheiro para o banqueiro, e pagava o prêmio aos ganhadores. Qualquer esquina, uma cadeira e ali estava um ponto de apostas. Hoje, quando não é tão público, se joga em qualquer boteco de periferia. Não há bar onde não se possa jogar no bicho. Ainda muita gente vive ilegalmente do Jogo do Bicho, e a quantidade de pessoas empregadas legalmente nas lotéricas também é significativo. O problema moral, e aí a coisa tem que ser vista com atenção, é que se o Jogo do Bicho foi proibido porque as pessoas jogavam mais do que podiam e se viciavam e “destruíam lares”, com oito ofertas da Caixa a coisa só piorou. É só acumular a Mega Sena que faz filas enormes nas lotéricas em busca do sonho interminável e quase impossível de ficar milionário do dia para a noite. E os que gostam, obviamente, além de jogar nas loterias da Caixa, continuam a fazer a tal da “fé”, ou “fezinha”, no bicheiro mesmo que é cultural e tem outro sabor. Aliás, como lembrava o filósofo Tim Maia, no Brasil existem coisas surpreendentes: Bicheiro é honesto, as prostitutas gozam e os traficantes consomem drogas. Não faz sentido. Os bicheiros poderiam manipular e mesmo não pagar os prêmios, mas se organizaram de uma tal forma que não há caso que eu saiba de alguém que tenha ganhado no Bicho e não tenha recebido seu prêmio. Eu mesmo, que joguei poucas vezes, só fui premiado na primeira vez. Joguei, tipo, 10 reais no Camelo, deu Camelo, e no dia seguinte o apontador foi me entregar os 180 reais na minha mão. As prostitutas deveriam só fazer seu cliente se satisfazer, mas são tão dedicadas que participam e tiram o clima comercial da coisa. E a última coisa que se esperava de um traficante é que ele mesmo fosse se viciar e consumir a mercadoria que precisa vender. Coisas do Brasil. Enfim, a finalidade dessa crônica é meditar sobre o seguinte. Se reclama que se paga imposto demais e se recebe de menos. É verdade, mas se recebe alguma coisa. As ruas são asfaltadas, o lixo é recolhido, os hospitais são ruins mas existem e as escolas também são péssimas mas há as melhores e as piores. Mas há. E imposto é imposto. Não se pode optar por não pagar. Mas pode-se optar por não jogar e aí o que se faz é fila para se dar dinheiro ao governo. E em troca de quê? De uma chance em 50 milhões no caso da Mega Sena. Ou seja, ZERO! É mais fácil, de verdade, você cair da cama e morrer que acertar sozinho na Mega Sena. Mas, “quem não joga não ganha”, “o raio pode cair sob nossas cabeças”, e outras tantas justificativas verdadeiras mas fantasiosas fazem com que muita gente acabe jogando demais e até comendo de menos. Confesso que quando acumula e o prêmio é alto, eu também faço UM joguinho mínimo de R$ 1,75, caso “o raio caia na minha cabeça”. É preciso estar preparado para os imprevistos. Mas o que se vê nas filas são pessoas com dezenas ou centenas de apostas, mais os bolões e outras formas de ludibriar a patuléia com a história da sorte que pode bater à sua porta. É irracional e, justamente por lidar com essa parte irracional das pessoas que o Estado deveria ter mais juízo, não ser tão voraz e oferecer menos “chances” de riqueza fácil. O nome disso, se não me falha a memória, é exploração da fé alheia. Já não bastam as igrejas dizimistas e suas promessas de riqueza em vida pela graça de Deus. Já não bastam as ilusões de se casar com um príncipe encantado, fazendeiro e próspero que no fim não vira nada. Isso são ilusões da vida. Contra isso ninguém pode fazer nada. Já o que o governo faz com as loterias é desonesto e meio, digamos, cafajeste. Ajude-se, jogando menos e sendo um pouco mais sensato. Jogar esse tanto em loteria e rasgar o dinheiro dá quase na mesma. A diferena é que ao invés de rasgar você estufa os lucros da Caixa Econômica Federal e suas jogatinas baratas. /www.zecaparica.com.brEDUCAÇÃO FAMILIAR !
Muitos pais pensam que a porcentagem maior da educação está com as escolas. Ledo engano. A escola representa um complemento, um direcionamento, um viés, na complementação da educação familiar. Por mais que os educadores desempenhem papel primordial na orientação da criança, não exime os pais da responsabilidade maior na educação de seus pimpolhos. Uma idade ideal para os pais brindarem seus filhos com excelente educação vai dos zeros aos sete anos de idade. Dos sete aos 14 a situação complica um pouco. Depois dos 15 a educação fica meio tenebrosa, hostiliza os responsáveis pela formação, criação moral, e emocional da garotada. A coletividade surge quando a criança se ausenta do lar, forma turma, classes, e o somatório disto tudo é a escola. A educação visa à formação da auto-estima, da personalidade e do caráter, aliados a personalidade, que está nas diretrizes, nos azimutes traçados pelos pais. O desvio de conduta deve ser estudado com carinho. Nessas nuanças a experiência educacional deve ser de suma importância, útil, principalmente quando a família começa a perder as rédeas na condução da educação dos filhos. É muito natural ouvirmos queixa dos filhos sobre determinado educador (a), deixando nos pais ou responsáveis, uma sensação falsa de ‘injustiça’ contra seu filho. Antes de tudo, a diretoria da escola deve ser procurada de imediato. Outros acontecimentos do mesmo “Modus operandi” devem se do conhecimento do pai ou da mãe. A auto-estima é a principal e mais importante base para encontrarmos um bom lugar no orbe terrestre. E, conseqüente à felicidade recíproca. A criança precisa sentir-se amada e não idolatrada. O amor tem que partir de dentro para fora e tornar a criança segura e obediente, à medida que ela cresce, a auto-estima melhora. A harmonia do lar é primordial para ser ter um filho bem educado. Procure calma, pois o desespero é comparável a certo tipo de alucinação, estabelecendo as maiores dificuldades para aqueles que o hospedam na própria alma. Se seu filho desvirtuou o caminho traçado não se desespere, mantenha a calma, mesmo que seja aparente. Nos eventos sociais em que se filho se encontre a prudência e serenidade são importantes. Medite nos momentos de doença, de intranqüilidade, por motivos indesejáveis o coração materno deve agir em consonância com o bem-estar ente filhos e pais. O pai é participe nos suplícios da família, é o - cabeça, o orientador e a mãe a conselheira, em cuja união de pensamentos deve partir o bom senso, o desenvolvimento da capacidade de serem felizes. Uma união feliz é o diamante lapidado é o ouro que fertiliza o bem estar e a prosperidade de qualquer família. A semente desta família deve ser de boa a excelente qualidade, basta que reguem com amor, o entendimento e o sentimento do dever cumprido. A paz e a união cimentada terão o aval divino. Energia e bons fluidos fazem parte desse encadeamento de ações direcionadas para uma exemplar educação. A união entre pais e escola é ponto fundamental para felicidade do casal e da família. Se agirmos assim, alcançaremos à felicidade tão almejada, com acerto e final feliz. /ANTONIO PAIVA RODRIGUESORIGEM DAS TORTURAS !
Com indignação em resposta à matéria do jornalista Temístocles de Castro e Silva, sobre as supostas torturas no governo dos presidentes militares, conforme está inserido na seção opinião do jornal O Povo de 19/08/2008. Não sou a favor da pena de morte e nem a pratica de tortura, seja ela qual for. Aqui digo que o jornalista Temístocles de Castro e Silva tem razão, quando afirma que não houve ditadura no Brasil. Derivado da língua latina dictatura é a forma de governo em que todos os poderes se enfeixam nas mãos dum indivíduo, dum grupo, duma assembléia, dum partido, ou duma classe. Ditadura do proletariado regime político, social e econômico desenvolvido teórica e praticamente por Lênin (v. leninismo), e que se baseia no poder absoluto da classe operária, como primeira etapa na construção do comunismo. Qualquer regime de governo que cerceia ou suprime as liberdades individuais. Excesso de autoridade; despotismo, tirania. Os militares eram contra o regime comunista que se instalava no Brasil com muita força. Queria citar algumas nuanças do manual do Grupo Guararapes em que os militares afirmam: “Ontem, nós enfrentamo-los, expondo corajosa e lealmente o nosso próprio corpo para defesa de uma democracia com responsabilidade. Hoje, eles nos injuriam e nos difamam, além de tentarem covardemente nos apunhalar pelas costas ou de atingir mortalmente qualquer parte de nosso corpo sob o manto de um falso ambiente democrático”. Na covardia deles vê-se quanto fel se mistura com o prazer de vingança! (Grupo Guararapes). Quem não tem respaldos para falar é melhor ficar calado, principalmente quando está ao lado dos comunistas que perturbaram o regime democrático brasileiro. Algumas virtudes do governo dos militares: “Criação de 13 milhões de empregos, a Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo”. Crescimento do PIB de 14%, criação do FGTS, PIS e PASP, Funrural, Embrapa, “implementação” dos metrôs em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza. Infraero, Porto de Itaqui, Pólos petroquímicos, Prospecção de petróleo no fundo do mar, Projeto Rondom, Mobral, Construção da ferrovia do aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda, a Ponte Rio – Niterói), Banco Central, Polícia Federal, várias hidroelétricas e incalculáveis quantidades de obras. Estimado Célio Miranda se você voltasse na história a Igreja católica jamais teria perdão, pois no período das cruzadas e da Inquisição milhares de seres humanos foram dizimados em Nome de “Deus”. E na guerra dos trinta anos entre católicos-protestantes inúmeras vidas foram ceifadas. Os Direitos Humanos amigo foi criado para humanos direitos e não para defender meliantes e bandidos. /ANTONIO PAIVA RODRIGUESTEMPOS MODERNOS !
O que seria na opinião dos brasileiros tempos modernos? Os tempos modernos revalidam o pensamento do ser humano, principalmente dos antigos que tem para as criaturas humanas um sentido novo. Dias melhores, bonanças, criatividade, humanidade, irmandade, fraternidade, caridade e amor ao próximo são potenciais insuperáveis de momentos felizes, melhores e mais calmos. Esta riqueza nos foi dada, basta colocá-la em prática. A fome do ouro, do vil metal, de uma posição social mais alta é o viés do homem atual, principalmente daqueles que se imantaram na política de corpo e alma. A aquisição das facilidades da vida tornou-se banalizada e sua finalidade não é a busca incessante de paz, conforto e de defesa, no seio da inquietação da existência material. A banalização da riqueza material transformou o bom homem em egoísta, Comprou a consciência de muitos. Tudo em nome da ampliação das zonas, áreas e territórios em que emana o poder. O homem atual só pensa em si, no poder, na riqueza, na dominação esquecendo aqueles que vivem a margem da sociedade. Usam todas as artimanhas possíveis para cobrir sua máscara com intuito de repassar uma personalidade diferente aos olhos dos mais curiosos e críticos. A vitória de um homem simples tem mais valor do que o galardão de um político famoso. Esses acontecimentos fazem parte do cotidiano, mas a mídia os camufla e deixa a maioria a ver navios. O título desta matéria já foi tema de filme. O cinema mudo estava no auge e o público tinha seus artistas prediletos. Tempos modernos o filme que marcou época, Chaplin retrata com maestria o momento social de seu tempo. Esgotado pela mecanização da rotina de trabalho, operário causa tumulto na fábrica onde trabalha. Demitido, tenta sobreviver em meio aos conflitos da metrópole moderna. O grande Chaplin faz críticas à sociedade moderna industrial. Chaplin chama a atenção do mundo ao passar sua mensagem social de forma clara. Em cada cena ele aborda temas polêmicos como máquinas tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade e a escravidão. Justamente o que ocorre nos dias atuais, principalmente nas fábricas de veículos automotores. Os tempos modernos são fábricas de alienados mentais. “Um dos diretores de um manicômio espanhol asseverava há pouco tempo que mais de 400 pessoas em um ano tinham procurado refúgio, como loucos, nesse pouso de alienados em virtude das necessidades imperiosas da fome”. Já imaginaram se os famintos brasileiros tomarem esta mesma posição de passarem por loucos para ter o que comer seria uma avalanche que derrubaria qualquer governo. Países considerados ricos têm algum sinal de pobreza, por exemplo, a Espanha é pobre em terras, já outros são ridos em terra, mas a pobreza é ainda maior. Encontramos, lidamos com todo tipo de ser humano nos tempos modernos. O vivo, o esperto, o enganador e os que vivem as expensas dessa raça cruel e desumana. A pirâmide continua aumentando sua base e transformando seu meio. Deverá num futuro bem próximo passar de uma pirâmide para uma figura monstruosa sem forma e aspectos delineados. O certo é que ninguém se eleva, sem esforço máximo da vontade, dos campos do hábito para regiões iluminadas da experiência. Entretanto, ninguém atinge as múltiplas regiões da experiência sem passaportes adquiridos nas agências da dor. Quando nos referimos à dor ela toma outra feição como, fome, sofrimento, miséria e as preocupações diárias e o esforço descomunal para se manter vivo dignamente.Os tempos modernos proporcionaram novas tecnologias, mas aumentaram o número de necessitados e carentes no mundo. O maior boom dos tempos modernos foi o desemprego. /ANTONIO PAIVA RODRIGUESO COTIDIANO !
Ninguém se eleva, sem esforço máximo da vontade, dos campos do hábito para as regiões da experiência. Dentro dessa conotação poderemos usar as palavras esforço, vontade, hábito e experiência como exacerbações do cotidiano. O orbe passa por ciclos de energias negativas causando um furor muito grande em todas as camadas sociais. O cotidiano proporciona ao homem ações inerentes ao seu livre-arbítrio, a sua inteligência e instinto. Deus deixou estes atributos ao ser hominal para não interferir na sua vida. Deixou a prática do bem e do mal ao seu dispor. Somente ele poderá decidir em que azimute deverá se direcionar. Com todas estas potencialidades a sua disposição temos notado que através do tempo o homem evoluiu em certas nuanças, mas parece que o instinto o domina a cada decisão. O que sempre está presente na mente humana é: dominação, ganância por poder, superioridade e manter-se em alta tensão. Dominar os mais fracos e criar um poder sobrenatural que ele não tem. Ninguém atinge as múltiplas regiões da experiência sem passaportes adquiridos nas agências da dor. Desde muito tempo o homem vem se inserindo nestas agências por sua livre espontânea vontade. Esqueceu totalmente os benefícios dados por Deus para sua sobrevivência e evolução na Terra. O expurgo deixou de ser extasia, aguilhão para o ser humano que pelas ações perniciosas passou a cultivar a egolatria, usando o escolho como diferencial de sua vida. A falta de sintonia das nações, as guerras programadas, as experiências atômicas, o desmatamento, o terrorismo transformaram-se em verdadeiras armadilhas que possuem uma destinação, o próprio homem. O mundo em pleno século XXI trocou um mundo de amor e paz por um beligerante. “A toda ação corresponde uma reação. A toda causa um efeito contrário”. Estamos sentindo na pele, no cotidiano de nossos dias o planeta chorar e suas reações são imprevisíveis, terremotos, maremotos, tsunamis, enchentes, secas, acidentes destruidores. A Terra jamais ficará inerte diante de tanta destruição e incursões criminosas sobre ela. “Certa vez alguém indagou:” No indivíduo do ano 210O prevalecerá à lógica ou o instinto? A razão ou o sentimento? Terão ainda sentido para ele as hipóteses científicas, as inquirições espirituais, as análises interiores, a magia, os cultos, as posições éticas que hoje se multiplicam numa afanosa busca de respostas acerca de nossas origens? Essas previsões mesmo distantes já podem ser previstas, pois o homem com toda sua crudelidade e ignorância, ainda tem o lado espiritual que funciona a pleno vapor, desde que ele cresça, através de uma reforma íntima e procure desenvolver suas potencialidades mediúnicas. Estamos num mundo de provas e expiações e depois iremos adentrar num mundo de regenerações, mas se a persistência esfacelada, incauta, estocante do hominal não mudar iremos sofrer mais ainda. Uma mente que não pensa é praticamente indomável. O homem indomável é perigoso para si e a sociedade em que vive. A violência, a corrupção, a pedofilia, o homossexualismo masculino e feminino, a homofobia, não são acontecimentos de hoje, essas pragas vem passando de geração a geração e a consciência não imanta a mente humana. O homem fala demais na ciência, mas esquece que a relação entre às duas esferas conscientes de energia-luz ou de luz-energia que estão no cérebro astral humano daqueles que vivem na quarta face, a primeira pelo lado esquerdo, de cor dourada, a segunda pelo lado direito, de cor prateada, o seu centro inicial de luz crisostelar é totalmente luz transparente cristalina. Pelo lado esquerdo, acima da cor dourada, está outra de cor alaranjado quase vermelho que pertence à cor vermelho astral espiritual positivo. Alguém pode achar estranha a palavra crisostelar, mas aqui ela tem a finalidade de um cadinho, aquilo em que se apuram os sentimentos, aquilo que serve para evidenciar as boas qualidades do indivíduo. O cadinho quando submetido a altas temperaturas fica brilhante e amarelado como ouro. Leiam a “Alquimia da Mente”. Enquanto, o homem não dissecar suas ações e reações através do uso do raciocínio lógico e se deixar dominar pelo instinto e emoções a situação tende a piorar. Este é nosso cotidiano atual e sua duração depende de nós, mas temos que colocar em nossas mentes de que Cristo quando aqui esteve disse: “Não Matar”, na quarta face terrestre, disse “Não tocar” Enquanto aqui Ele disse: “Vocês não podem morrer, pois pertence a um mundo onde a estagnação biológica não existe, o espírito permanece vivo e consciente. Deus colocou o homem na Terra para crescer, evoluir e formar uma raça evoluída, mas aconteceu verdadeiramente o contrário. Quando Ele afirma não matar ficamos a pensar: por que existem tantas mortes no mundo? O próprio Cristo aqui esteve e não ficou livre da saga assassina do homem. Ele quis ensinar a viver no cotidiano da vida, mas lhe entenderam diferente e a morte veio através da crucificação. Quando Ele diz que não podemos morrer ele coloca a disposição do homem a existência de outra vida a espiritual. O que seria do homem se ele não tivesse espírito? Um ser material e nada mais, um ser bruto, diferente até dos animais que muitos dizem não ter espíritos. Todo ser vivo tem espírito caso contrário não seríamos nada. Apenas uma pedra no meio do caminho! / ANTONIO PAIVA RODRIGUES quinta-feira, 16 de outubro de 2008
BRANCOS, NULOS E INDECISOS !
Foram horas de explicações sobre os programas de governo, soluções, denúncias e promessas, muitas delas, impossíveis de cumprir. Chegamos ao final de mais uma campanha eleitoral. Visitas que cobriram todos os bairros das cidades, debates, acusações, jogo-sujo, enfim, tudo o que já estamos acostumados a ver nessa disputa. Prometeram até o paraíso aqui na Terra!Pesquisas, confiáveis ou sem credibilidade, não param de ser divulgadas. Índices de aprovação e rejeição, tendências, o sobe-e-desce de cada candidato. É tanta informação que o eleitor, cansando, não vê a hora de decidir logo quem ele quer no comando. Muitos acreditam que tudo pode melhorar se votarmos certo. Afinal, 80% da população do país vivem na área urbana.Mas os especialistas, que analisam detalhes e minúcias, chamam a atenção para um nicho a ser explorado. Quase 5% dos eleitores ainda estão indecisos. Outros 5% dizem que votarão em branco ou nulo. Mais uma parcela do total ainda não sabe ou não respondeu. O que ainda falta mostrar? Novas promessas? Mais descasos? Outros escândalos? Locais carentes esquecidos?O fato é que essa minoria pode ser decisiva no resultado final. Indeciso ser fundamental para decidir? É, como costumamos ouvir, em política tudo é possível. Nunca os nulos e indecisos foram tão importantes. Como dizem os experts do marketing: as crises e dificuldades geram oportunidades. Todos agora olham para essa fatia do eleitorado. Um nicho muito interessante.Por ser obrigatório o voto é polêmico. Mas é a única decisão que está livre de desigualdades. As vontades, os pesos e a importância têm o mesmo valor para ricos ou pobres, doutores ou ignorantes, honestos ou corruptos, famosos ou desconhecidos, influentes ou marginalizados. Todos são exatamente iguais. Já os benefícios... Isso, porém, é outra história.Daí a importância do poder de convencimento do candidato. Ali, frente às câmeras, em cadeia para o povo assistir, quem soube mostrar as suas qualidades e anular os concorrentes ganhou alguns votos dos indecisos ou nulos. Aquele que apontou um rumo que o eleitor acredita ser o melhor vai estar mais perto da vitória - a aplicação dos recursos disponíveis corretamente.Quem acompanhou a campanha pela TV observou que por trás das propostas, dos números que não sabemos se estão corretos, das possíveis fórmulas mágicas, das previsões mais otimistas, está o marqueteiro responsável pela venda de imagem. Talvez, por isso, os brancos, nulos e indecisos, se tornem os únicos conscientes no momento. Sua maior dúvida: como realizar o sonho?À parte as desconfianças, uma decisão tem de ser tomada por todos. Não adianta ficar em cima do muro para depois dizer que não tem nada com isso tudo que está aí. Se a decisão foi boa ou ruim é outra questão, mas agora temos de decidir. Ficamos assim ou exercemos o direito que estão nos dando para mudar e correr o risco de melhorar? Mas não é só isso: temos o direito de cobrar!Acontece, porém, que os problemas não desaparecerão somente porque o candidato bem-intencionado e cheio de propostas será eleito. Engana-se, redondamente, quem achar que tudo será resolvido como num passe de mágica. Os desafios são gigantescos, vai exigir muito de todos, não apenas do eleito - e só podem ser vencidos com muita obstinação, seriedade e participação. Omissão já resolveu? Agora... mudança de atitude e de comportamento...quem sabe? Analise cada candidato e suas propostas, dê o devido desconto por causa da euforia de campanha, olhe o passado de cada um, corrija os exageros e vote. Mas escolha uma pessoa porque branco ou nulo não governa nem se responsabiliza por nada. Materialize em alguém as suas esperanças de mudanças e realizações. Não precisa acreditar que alguns terrenos no céu estão à venda... mas participe!!! /Jose Roberto Takeo IchiharaPARA LER E PENSAR ( A MORTE DO AMOR ! )
Ouvimos, muitas vezes, que o ser humano não é uma ilha, e que não consegue viver só. Diz-se, ainda, que não há vida, sem o amor. Alardeiam que qualquer vida saudável deve assentar-se nesse sentimento. O que acontece quando o AMOR morre? Alguém está presente para lhe apresentar os pêsames, ou sugerir algo que o substitua? Já experimentou a dor, ao perceber que seu AMOR morreu? Não aquele amor que se foi, porque a pessoa, objeto desse amor, se apaixonou por outra pessoa. Mas aquele AMOR que arrefeceu, sem que percebêssemos, que ele já estava desfalecendo há algum tempo. Primeiro, porque não se acreditava que esse AMOR pudesse correr qualquer risco. Segundo, porque esse sintoma não se manifesta de forma agressiva, num primeiro momento. Nem se faz presente através dos acessos de ciúmes ou briga passageira. Se disso, nos apercebêssemos, com certeza faríamos de tudo para salvá-lo. É óbvio, pois quem ama, ou já amou, nunca esquece o quanto o AMOR é importante em sua vida.Um dos primeiros sintomas que nos mostra que o AMOR está adoecendo, é a forma negativa, com que duas pessoas por ele plugadas, inadvertidamente, passam a se tratar Então,só notam que seus sentimentos foram feridos, sem saber o porquê. Tanto pode acontecer por parte de um homem, quanto de uma mulher, por não perceberem qual o tipo de AMOR que um ou outro necessita. Começam, assim,os primeiros conflitos e o esmaecimento afetivo. Quando as pessoas acham que não são mais amadas tanto como antes, passam a agir de forma diferente.Como resultante desse descontentamento, pouco a pouco deixam de fazer o que faziam antes, quando do surgimento da paixão tresloucada e da sua transmutação para o AMOR. A mente apaga, aos poucos, o passado romântico como: um olhar no olhar, os gracejos, os abraços ou os toques sutis, por exemplo, ou quaisquer outros atos, que deram origem ao AMOR. Ou ainda, a noite mágica em que sonharam acordados até o dia amanhecer, antes que a lua e a estrela brilhante, se retirassem do cenário, tornando-se o maior símbolo do sentimento que ali nascia. E a música especial, que pouco a pouco deixa de expressar o grande momento que a fizeram ser, o hino desse AMOR. E, ainda deixam de recordar cada momento especial, que viveram ao toque, da primeira estrofe.E, quando deixam de pensar um no outro, num crescendo, a cada dia que passa? Será que também não é um sintoma de que o vínculo sentimental está merecendo uma atenção especial, antes que feneça? Há quem diga que, a paixão é resultado do sexo com amor, pois sexo sem amor é apenas amizade. E o AMOR? Não pode continuar a ser apenas AMOR, mesmo sem paixão? Será que quando acaba a paixão e ela se transmuda para AMOR, este já não caminha para o fim? O limite entre a paixão e o amor, ainda não tem definição racional e universal, embora pareça certo, que inexista alguém que nunca tenha se apaixonado e amado.O AMOR merece ser comemorado e preservado pelos que realmente se amam. O AMOR perde seu sistema imunológico quando param de cuidar dele, sem se aperceberem dos seus vestígios de cansaço. E passa a adoecer quando o dia do seu nascimento é relegado a um plano inferior.Diz-se que quem ama perdoa e, quando o perdão não vem, é porque o amor deixou de ser o alimento da relação sentimental.O AMOR adoece quando deixa de ser um elo importante entre duas pessoas que passam a cobrar um do outro, atenção, carinho, admiração, aceitação e devoção, sem perceber que ambos estão, cada vez mais distanciados. Às vezes, perto demais, mais longe muito longe de um sentimento, chamado AMOR. Quem sofre mais? É difícil saber. Contudo, se estavam interligados pelo interligados pelo AMOR, há reciprocidade no sofrimento e desencontros. Sentindo-se infelizes, culpam-se mutuamente, pelos seus infortúnios. Surgem as desculpas, que não curam e só comprometem a integridade do “AMOR”, fazendo surgir em seu lugar, um novo sentimento o “DESAMOR”. Esqueceram-se do quanto foram felizes, quando estavam envolvidos, totalmente, pelo “AMOR”. Buscam a felicidade, tentando um mudar o outro, porque não se sentem mais aceitos do jeito que são, esquecendo-se que também estão agindo do mesmo modo..E quando o AMOR está morrendo, ele faz com que as pessoas deixem de sentir prazer e que passem apenas a sentir obrigação de manter uma relação quase fantasiosa. Sem perceber, cada um busca um motivo para ficar ausente ou distanciado.Usam-se artifícios, desculpas e qualquer outra coisa que justifique a atitude pessoal de cada um dos amantes.Instaura-se a falência da relação afetiva, que tende a desaparecer, como se a paixão, o amor e tudo mais, que foi alimento de duas almas, que se diziam gêmeas, não tivessem existido.Na busca por conselhos, sugestões, alternativas, que não se encontra respostas seguras e adequadas, porque o AMOR não vem acompanhado de bula, até porque ele transcende a qualquer possibilidade de definição lógica e consensual. Para o mundo, intelectualizado ou não, AMOR é AMOR e pronto.Quem se arriscaria a explicar A MORTE DO AMOR? /Neusa Hermelinda de MeloCADÊ O DINHEIRO DA SAÚDE ?
Com este título não deve entender o leitor que o teor do texto seja uma lamentação sobre o fim da CPMF, o qual veio em boa hora, num momento de lucidez dos 81 senadores. O destino dessa contribuição para a saúde era ínfima como se pode compreender das afirmações do senador, Eduardo Suplicy(PT-SP), nas quais afirma que somente R$3,3bi estariam sendo investidos na saúde, notando-se que houve um total desvirtuamento da canalização percentual original dos recursos da CPMF. O ponto nevrálgico da abordagem desse tema é a receita para a saúde no ano de 2007. Através de simples e pequenas analogias e aferições pode-se notar pelo site oficial do governo e outros de igual respeitabilidade, que há uma conta simplória de se fazer, mas pela qual não fecha certo. O raciocínio se inicia pelo art. 55 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias(ADCT) que afirma o seguinte:"Até que seja aprovada lei de diretrizes orçamentárias, trinta por cento, no mínimo, do orçamento da seguridade social, excluído o seguro desemprego, serão destinados ao setor de saúde". Fazendo uma breve consulta no site oficial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, se constata que a receita da Seguridade Social do corrente ano é de cerca de R$312 bi. Segundo o art. 55 do ADCT, 30% desse dinheiro, no mínimo, tem que ser destinado para saúde, só diminuindo o valor sobre ele da despesa com seguro desemprego. Fazendo um cálculo sobre os 30% da receita da Seguridade Social, verifica-se que o resultado é de aproximadamente R$93,6 bi. Diminuindo desse valor a quantia de R$12,7 bi, despesa com o seguro desemprego neste ano, constata-se que o valor resultante das contas é do aproximativo de R$80,9 bi(receita real da saúde), quase o dobro do que realmente está se gastando no setor neste ano-R$49 bi. Para onde está indo este dinheiro? Os milhões de brasileiros condenados por um sistema de saúde que não tem centros de referências capazes de atender as suas necessidades de maneira digna e satisfatória perguntam às autoridades competentes. /Matheus Oliveira BorgesMETAMORFOSE AMBULANTE !
“Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou. Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor.”(Raul Seixas) Foram necessários dezoito séculos para que a teoria geocêntrica, segundo a qual a Terra era o centro do Universo, formulada por Aristóteles, desse passagem para o modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico, com os planetas girando ao redor do Sol. Com todo seu conhecimento e reputação, o mesmo Copérnico, que defendia a órbita circular dos planetas, teve sua tese desfeita em 1609 por Kepler, que demonstrou serem as órbitas elípticas. A história da humanidade é repleta de passagens como estas. São os chamados paradigmas, que designam modelos científicos aceitos por longo período e que determinam todo o desenvolvimento posterior das pesquisas e das idéias. Na vida em sociedade, somos igualmente regidos por modelos, padrões, normas, regras, leis. E a inclusão social demanda acatá-los todos. E adaptar-se. A desobediência à Constituição torna-nos infratores, criminosos que devem ser punidos. A inobservância às tendências da moda torna-nos excêntricos, seres abjetos que devem ser renegados. Estamos produzindo pessoas comoditizadas, que não pensam, não refletem, não elaboram, não opinam. Pessoas sem identidade, ou melhor, com a mesma identidade de todas as demais. Pessoas enquadradas, presas a um plano bidimensional. A clonagem chegou ao cérebro antes do corpo físico. Lidere, Siga ou Saia da Frente A teoria evolucionista de Charles Darwin baseava-se nos seguintes fatos: os seres vivos reproduzem-se em progressão geométrica, mas como o número de indivíduos de cada espécie tende a permanecer relativamente constante, significa que há uma luta pela vida na qual sagra-se vencedor o mais adaptado ao meio-ambiente. Quando olho para o mundo corporativo de hoje enxergo com nitidez a aplicação da tese darwiniana. O número de trabalhadores multiplica-se exponencialmente, mas como a quantidade de empregos tende a permanecer estável, ou até a se reduzir, identificamos uma luta pela inserção profissional, na qual conquista a vaga não o melhor, mas o mais adaptado ao meio-empresa. O mais adaptado pode sê-lo porque foi indicado por alguém influente, porque estruturou bem seu currículo, porque se comportou adequadamente na dinâmica de grupo, porque deu as respostas precisas às velhas questões formuladas durante a entrevista, porque durante todo o processo usou roupas com o corte certo e o perfume na quantidade necessária. O mais adaptado pode não ser o melhor tecnicamente, o mais preparado ou o mais competente. Foi apenas o mais flexível, dentro de sua mediocridade e de sua hipocrisia calculadas. Importa que ele foi o vencedor... Se você tem personalidade suficientemente forte, pode ingressar no “sistema” com base no modelo descrito acima. Para tanto, terá que declinar momentaneamente de algumas de suas idéias para, num segundo estágio, trazê-las à tona, buscando influenciar os que o cercam. Primeiro você se adapta ou denota ter-se adaptado. Depois, propõe um novo modelo e o conduz. Assim são forjados os líderes corporativos de hoje. Mas este pode não ser o seu perfil, de modo que você, uma vez adaptado, assim permanecerá. Assim é a maioria. Assim são os liderados. Há evidentemente a classe daqueles que não se adaptam, nem para liderar, nem para serem liderados. Estes são os negligenciados. Idéias e Ideais Há uma distinção entre idéias e ideais. Não precisamos ficar presos aos mesmos argumentos quando outros, mais convincentes, nos visitam. é preciso praticar a flexibilidade. Keynes dizia: “Quando mudam os acontecimentos, mudo de idéia”. Mas não se deve mudar de opinião se não se pode mudar também a conduta. Já princípios são inegociáveis. Foi a luta pelo ideal de liberdade da Escócia que fez com que William Wallace preferisse sua execução a jurar lealdade à Inglaterra, como bem retrata o filme “Coração Valente”, estrelado por Mel Gibson. Como exemplo desta metamorfose ambulante que somos, nada melhor que o próprio amor e suas idiossincrasias. A tênue linha que separa amor e ódio, atenção e indiferença, carinho e omissão. Garcia Marques nos ensinou que amamos outra pessoa não por quem ela é, mas por quem nos tornamos na sua presença. “Amar”, disse Mário Quintana, “é mudar a alma de casa”. Muitos são os lares que a vida nos reserva... /Tom Coelho QUINZE ANOS !
“Há vários motivos para não se amar uma pessoa. E um só para amá-la”. (Carlos Drummond de Andrade) Há uma queixa recorrente e consensual entre as mulheres. Atualmente, está se tornando uma missão quase impossível encontrar um homem que reúna características como cavalheirismo, inteligência e intelectualidade aos atributos de um autêntico Don Juan, tais como masculinidade, sensualidade e beleza física. Tudo o que elas querem é alguém capaz de tirar-lhes o fôlego, surpreendê-las, fazê-las perder a racionalidade. Mas que depois as traga de volta ao plano terreno, à objetividade e pragmatismo necessários, sem deixar esvair o encantamento. Há também um consenso entre os homens. Nos dias de hoje, há mulheres para se curtir e mulheres para se namorar. E raramente são as mesmas. A expressão usual assemelha-se a: “Uma garota como esta não se encontra por aí... Cuide bem dela, mantenha este relacionamento. E aproveite para se divertir com as mulheres erradas, enquanto isso”. Entre um universo e outro o que os une é a solidão. Mulheres de um lado, homens de outro, compartilhando a vida com amigas e amigos, à espera de serem “tirados para dançar”. Parece que a sociedade moderna nos robotizou, tornou-nos tão mecânicos que perdemos a capacidade de nos apaixonar. E, mais ainda, de amar. Construímos um muro em nosso redor com tijolos de intolerância. Ficamos tão seletivos que ficamos sós. Amar é olhar para outra pessoa e mais do que admirá-la, contemplá-la, observando seus traços, suas feições, seus movimentos e não desejar perder nem um milésimo de segundo, negando-se até mesmo a piscar. É ver a imagem da pessoa amada refletida em outdoors, estampada no rosto de personagens da televisão. É ter uma música em comum que marca um momento especial ou que se tornou especial por apenas representar a lembrança de um momento. Lembro-me de Mário Quintana: “Amar é mudar a alma de casa”. Amar é dialogar, o que significa falar, mas também saber ouvir. Ter a sensibilidade para perceber quando o outro precisa apenas dizer tudo e de todas as formas, muitas vezes sem a preocupação de que você esteja ouvindo. Basta sua presença. Olhos que sinalizam atenção, silêncio que pronuncia respeito. Acolhimento, conforto, generosidade. Dar como alimento o carinho. Amar é descoberta. É desvendar sem pressa o passado de quem se gosta não pela neurose de uma investigação, mas pelo prazer de apreciar aquela história como quem ouve um pequeno conto infantil ditado pelos pais ao lado da cama. Amar é tolerância, é concessão. Não significa mudar e nem exigir que se mude, mas estar disposto a se adaptar e esperar que se faça o mesmo. Ajustar expectativas, alinhar propósitos. È caminhar lado a lado, olhando juntos na mesma direção, ainda que com visão periférica apurada. Maiakovski pontuou acertadamente: “Amar não é aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor”. Amar é transparência, é dizer o que se pensa, sabendo a hora de falar. É não praticar a omissão achando ser possível empurrar conflitos para sob o tapete até que um dia o vento espalhe tudo, maculando o que foi construído. Transparência que gera credibilidade, que leva à confidencialidade, que conduz à lealdade. A lealdade que surge não como um dever, mas como resultado da satisfação do exercício da plenitude, de sentir-se completo. Amar é tocar. É beijo que acelera o pulso. Sexo com longas preliminares e aconchego posterior. Dormir abraçado, acordar junto. Filme com pipoca, chuva romântica do lado de fora. Cuidar e ser cuidado. Promessas insanas de juras eternas – a eternidade que se perde num instante. É dividir a liberdade. Amar é superar adversidades, enfrentar o desafio da geografia que, às vezes, distancia fisicamente dois corações. È sentir a saudade como fruto da partida. Amar é intensidade, é compreender a impermanência do tempo, sua relatividade. Significa rasgar os estúpidos calendários, quebrar os imponentes relógios e compreender que o tempo tem uma outra dimensão. É preferível um amor intenso de 48 horas a uma vida insípida compartilhada por uma década. Amar é se mostrar um grande espelho e permitir que o outro possa mirar-se em você. Ver a si próprio enxergando aquilo que é mais virtuoso, mais nobre. É ver de maneira perfeita uma pessoa imperfeita. É buscar o equilíbrio, tomar cuidado com a ansiedade, a angústia, a incompreensão e as cobranças. É ter coragem de também sofrer. Amar é tudo isso e um pouco mais. Ação que não se descreve, mas que se pratica. Coisas que sabíamos fazer quando adolescentes, aos quinze anos, quando éramos mais intrépidos, menos racionais e, por isso, capazes de sermos mais felizes. /por Tom Coelho ADMINISTRANDO O TEMPO, ADMINISTRANDO A VIDA !
“Enquanto você não se der valor, não valorizará seu tempo. Enquanto não der valor ao tempo, não fará nada de importante.” O tempo é o mais democrático dos recursos. Pouco importa sua idade, escolaridade ou condição sócio-econômica. Todos nós dispomos de 24 horas diárias e a forma como as utilizamos justifica nossos resultados e nos diferencia. Temos a sensação constante de que o tempo acelerou. Os dias parecem mais breves. Quando se vê, mais um mês se passou. E diante da rotina, das atividades meramente operacionais a que nos entregamos, a angústia e a frustração podem nos visitar. Por isso, é fundamental tomar consciência de que administrar o tempo é administrar a própria vida. Diante disso, proponho que você redija uma Constituição Pessoal, ou seja, uma espécie de carta identitária capaz de nortear seu caminho. Para tanto, identifique os valores que governam sua vida. Pode ser desde amor e generosidade, até sucesso e riqueza material. O universo de valores é amplo e solicita um consciencioso exercício de reflexão. Em seguida, coloque-os em ordem de prioridade. É o momento de se fazer escolhas e descobrir o que é mais relevante em seu julgamento. Depois, você deverá unir razão e emoção, cabeça e coração, escrevendo um pequeno parágrafo para cada um destes valores. Por fim, leia esta sua pequena lista com freqüência e tome suas decisões com base nela. Peter Drucker, em seu livro, The Effective Executive in Action, sentencia que gerenciar o tempo é a base da eficácia. E o guru desafia você a responder a algumas questões: 1. O que eu estou fazendo que não precisa ser feito? 2. O que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa? 3. O que eu estou fazendo que só eu posso fazer? 4. O que eu deveria fazer que não estou fazendo? Suas respostas, com olhos atentos na Constituição Pessoal, com certeza lhe sinalizarão a necessidade de delegar atividades, de retomar o foco em suas metas pessoais ou de corrigir rotas. Um dos instrumentos mais difundidos em termos de gestão do tempo é a chamada matriz desenvolvida por Covey que divide as tarefas a partir de sua urgência e importância. O primeiro quadrante reúne atividades urgentes e importantes. Trata-se de reuniões, atividades com prazos definidos e eventuais crises. Estas tarefas devem ser feitas de imediato e da melhor forma possível. O segundo quadrante engloba as atividades importantes, porém não urgentes. São tarefas que demandam planejamento, envolvem aprendizado e criatividade e que podem trazer consigo grandes oportunidades. Todavia, quando procrastinadas, ou seja, recorrentemente adiadas, são promovidas ao quadrante anterior, exigindo urgência em seu tratamento. No terceiro quadrante residem as atividades que correspondem aos maiores desperdiçadores de tempo. São as tarefas urgentes, mas não importantes, como telefonemas, relatórios, correspondências e até interrupções. Livre-se delas com rapidez, pois não contribuem com suas metas. Finalmente, o último quadrante da matriz de gerenciamento do tempo contém atividades que não são importantes e também não são urgentes. Trata-se de trabalho irrelevante, telefonemas inúteis, situações alienantes, apego a detalhes. Enfim, pura perda de tempo. Aqui nada se produz. E então, como você tem distribuído suas tarefas? /por Tom Coelho KATIE KIRKPATRICK GODWIN !
Katie Kirkpatrick Godwin deve ser esta a história fotografada mais vista na Internet de todos os tempos. Katie Kirkpatrick Godwin de 21 anos esqueceu o câncer por um dia para poder celebrar o dia mas feliz de sua vida. Cinco dias depois do casamento Katie faleceu. Não deixou a doença influir em sua vida, a deixar sem esperanças ou a fazer deixar de crer. Alguns blogs marrons inventaram que ela havia feito um pacto de morte com o marido após o casamento e muitos sites de respeito compraram a falsa história.Katie teve um bonito casamento, teve amor, e deu amor, e o amor não morre. Foi assim como ela lutava contra o câncer. /www.mdig.com




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